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Para Ouvir Sylvia Telles - 85 anos

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Para Ouvir Sylvia Telles - 85 anos

Alô, amigos,

Eu sou  Gabriel Gonzaga, músico e pesquisador e esta é a campanha de financiamento coletivo para lançamento de meu primeiro livro, a biografia da cantora Sylvia Telles.

Sylvia Telles foi uma das principais cantoras dos anos 50 e 60, um ícone da Bossa Nova e símbolo de um Brasil moderno e otimista. E mais que isso, uma mulher muito a frente de seu tempo. Durante 9 anos, mergulhei fundo em sua história; colecionei mais de 2500 recortes e reportagens, 200 fotos e mais de 60 entrevistas com grandes artistas, amigos, familiares, e esta campanha é para viabilizar a entrega do resultado dessa pesquisa, o livro 'Para ouvir Sylvia Telles".

"Tradição não é o culto às cinzas, mas a preservação do fogo." (Gustav Mahler)


  

OS SONS AO REDOR

Mário Telles, seu irmão mais velho, adorava levar os amigos para comer uma peixada que a mãe preparava e tocar violão na varanda: gente como Dolores Duran, João Donato, Ronaldo Bôscoli e Billy Blanco, todos em início de carreira por volta de 1951. Às escondidas, Sylvia inicia um namoro João Gilberto, um cantor ainda desconhecido e amigo de seu irmão, despertando definitivamente a cantora dentro dela. Ela agora só queria cantar e se tornar artista, porém seu pai foi taxativo: de jeito nenhum permitiria a filha caçula de se meter no meio artístico. Isso não a impediu, de fugir de madrugada pela janela para dar canjas com Luiz Eça no Clube da Chave. Seu talento falou mais alto: seu primeiro padrinho artístico foi o lendário violonista Garoto, que a levou para gravar o primeiro disco, que explode no Brasil inteiro. Desde o princípio, Sylvia foi fiel porta-voz de sua geração, cantando as canções daquela juventude que já não se identificava com o antigo samba-canção e nem com o novo rock 'n roll. 


Performer da voz e do palco, Sylvia foi pioneira em deixar para trás os padrões estéticos da era do rádio, criadora de um estilo de canto feminino até hoje referência e sinônimo de modernidade. Sylvia gravou as primeiras composições de Carlos Lyra, Roberto Menescal, Marcos Valle, Oscar Castro Neves e demais nomes ligados à Bossa Nova, ajudando com seu prestígio grandes nomes em início de carreira. Vale destacar sua sólida parceria com Tom Jobim; foram várias sessões de gravação sob sua batuta, a ele também dedicou dois álbuns inteiros, lançou em primeira mão mais de 20 canções, além de dar-lhe o primeiro sucesso nacional ('Foi a noite') e ajudou a consolidar seu prestígio nos Estados Unidos. Uma amizade que durou toda a vida.


Sylvia Telles e Roberto Menescal

Sylvia Telles, Tom Jobim e Marcos Valle

O livro retrata também o rico panorama sócio-cultural do Rio de Janeiros naqueles anos dourados. Rio capital federal, capital da bossa nova e do princípio da televisão. Época também do golpe militar e do luxo na zona sul carioca. Num momento de grandes transformações culturais e comportamentais, Sylvia ocupou um lugar de vanguarda; independente, autônoma e liberal, dona de si e de sua carreira. Um passeio por deliciosas histórias ao lado dos melhores músicos, arranjadores, compositores e artistas de seu tempo. Dona de uma discografia preciosa, Sylvia gravou ao lado de João Gilberto, Tom Jobim, Lúcio Alves, Baden Powell, Edu Lobo, Luiz Bonfá, Rosinha de Valença, Barney Kessel entre outros, além de 6 LP’s pela lendária gravadora Elenco e mais 3 discos para o mercado internacional.

Precocemente falecida aos 31 anos, num desastre de automóvel em 1966, Sylvia teve sua carreira interrompida no auge. Acabara de lançar seu segundo LP nos Estados Unidos e voltar de uma turnê na Europa com Edu Lobo e Rosinha de Valença. O tempo e sua ausência se encarregaram de encobrir sua enorme importância para a história da música brasileira. O livro vem corrigir vários equívocos e contribuir positivamente para o conhecimento sobre a história da música popular brasileira e seu papel na sociedade.



A CAMPANHA

Este projeto foi movido pela percepção da enorme lacuna que representa a ausência da biografia de uma artista como Sylvia Telles; uma trajetória artística que reflete a formação da nossa música popular e do entendimento da cultura brasileira. O financiamento coletivo aparece como alternativa de trabalho e oportunidade de maior conexão com as pessoas, especilamente num cenário de projeto para taxação de livros. 

O valor calculado de 40 mil reais custeará todos os processos técnicos de fabricação do livro e coordenação editorial (revisão, diagramação, projeto gráfico, restauro de fotos, impressão), além de assessoria jurídica e taxa de administração da Som na Toca, uma plataforma de financiamento coletivo totalmente voltado à iniciativas artísticas.


Para contribuir, escolha o valor e a recompensa correspondente. Além do livro, você pode garantir a versão em E-book, kit exclusivo (caderneta, caderno e adesivo), posters, aulas de violão e canto, uma serenata em vídeo no formato voz e violão e até um show particular em sua cidade. A previsão de entrega é entre dezembro e fevereiro de 2021, espero que num show ou numa noite de autógrafos bem aglomerada, porém conforme as notícias da pandemia, o frete fica por conta do apoiador.  

A hora é agora, faça sua contribuição. Acesse Som na Toca para conhecer melhor a campanha, me adicione nas redes sociais para acompanhar os conteúdos, lá eu vou dar vários 'spoilers' do livro, fotos inéditas, fazer lives com convidados e amigos de Sylvinha! Uma grande festa para comemorar os 85 anos de Sylvia Telles. Compartilhe com os seus amigos que gostam de música, de Bossa Nova, convide-os a contribuir também e ajudar e escrever mais esse capítulo da música brasileira, que vai se chamar 'Para ouvir Sylvia Telles'.


REDES SOCIAIS

instagram.com/gabrielgonzaga.mus/

http://facebook.com/ggonzagaBR



SOBRE GABRIEL GONZAGA


Natural de Guarulhos/SP, iniciou seus estudos de violão aos 12 anos, passando também a colecionar LP’s e pesquisar a história da música brasileira. Cursa Graduação em Música pela UNIRIO (Bacharelado em Música Popular Brasileira-Arranjo). Articulando diversas linguagens, instrumentos e tendo a memória musical brasileira como mote recorrente, atua como cantor, regente, arranjador, instrumentista e diretor musical para shows e espetáculos. 

Já acompanhou e fez arranjos para artistas como Ney Matogrosso, Fátima Guedes, Zezé Motta, Claudia Telles, Carlos Navas, Dóris Monteiro, Claudio Lins, Marcela Mangabeira, Luciene Franco, Claudete Soares, Eliana Pittman, Márcio Gomes e Agnaldo Timóteo. Em 2013, lança seu primeiro álbum, o EP ‘Acaso’, um passeio por várias fases da canção brasileira em arranjos para violão solo. Com o projeto, foi selecionado pelo BNDES na categoria Jovens Talentos, para a temporada 2015 da série ‘Quintas no BNDES’. Atuou como cantor e regente da Orquestra de Música Popular UNIRIO (dir. Josimar Carneiro) e Big Band UNIRIO (dir. Thiago Trajano e Cliff Korman). Atualmente, assina direção musical do espetáculo ‘O alienista’ (dir. Rubens Lima Júnior), além de atuações diversas como cantor solo, violonista, arranjador e pesquisador.

É bolsista PIBIC-CNPQ em projeto de pesquisa sobre o acervo da Rádio Mayrink Veiga. É editor do blog Girando no Prato (girandonoprato.wordpress.com), que apresenta materiais e textos inéditos em história da música brasileira. Foi um dos editores do blog Chiadofone (chiadofone.blogspot.com), dedicado à pesquisa e publicação de discos de 78 rpm. Prestou assessoria de conteúdo para o Instituto Piano Brasileiro (institutopianobrasileiro.com.br), além de colaboração em diversos livros, publicações e sites sobre história da música brasileira.



  • R$4.500
    Levantados de R$40.460
  • 32
    Apoios
  • 30
    dias remanescente
11 %
Esta campanha vai reter todo o dinheiro recebido.
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